Linda-a-Velha

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    Dados Demográficos

    Área - 2,29 km2
    População residente - 19.999
    População presente - 19.113
    Residentes por Km2 - 8.733
    Homens - 9.194
    % Homens - 45,97
    Mulheres - 10.805
    % Mulheres - 54,03
    Famílias - 8.632
    Dimensão média familiar - 2,32
    Edifícios - 1.544
    Alojamentos - 10.157
    Nº médio de alojamentos - 6,58

    Locais de interesse

    Capela de Nossa Senhora do Cabo, o Jardim dos Plátanos, e o Palácio dos Aciprestes.

     

    Elevação a Vila da Localidade de Linda-a-Velha

    A Assembleia da República deliberou em reunião plenária de 20 de junho de 1991, elevar a Vila a localidade de Linda-a-Velha, aprovando a Lei n.º 88/91 de 16 de agosto, a qual consta do Diário da República, I Série-A, n.º 187 de 16 de agosto de 1991.

    Lei n.º 88/91 de 16 de agosto

     

    Criação da Freguesia de Linda-a-Velha

    A Assembleia da República no uso da competência conferida pela Constituição da República Portuguesa, em reunião plenária de 27 de maio de 1993, criou a Freguesia de Linda-a-Velha, no Concelho de Oeiras, mediante a aprovação da Lei n.º 17-F/93 de 11 de junho, publicada no Diário da República, I Série-A, n.º 135, de 11 de junho de 1993. Para firmeza do que foi passado um diploma assinado e selado com selo das armas da República. Sendo Presidente da Assembleia da República, António Moreira Barbosa de Melo.

    Lei n.º 17-F/93 de 11 de junho

     

    Criação da União das freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo (UFALCD)

    A Vila de Linda-a-Velha foi até 2013, sede de freguesia com o mesmo nome, data na qual em cumprimento da Lei n.º 22/2012 de 30 de maio que concebeu e aprovou o regime jurídico de reorganização administrativa territorial autárquica, e tendo em consideração a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT), presente no Anexo I da Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, foi criada a União das Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo.

    Lei n.º 22/2012 de 30 de maio
    Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro

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    Linda-a-Velha está localizada no interior do Concelho de Oeiras sem qualquer contacto direto com o Rio Tejo, as suas confrontações são a norte a União das Freguesias de Carnaxide e Queijas, a oeste e a sul a localidade de Cruz Quebrada-Dafundo, e a este com a sede - Algés - da União das Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo (UFALCD).

     

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    A "Herdade da Ninha de Ribamar" é referida numa carta de concessão emitida no Reinado de D. Afonso III, no século XIII, ano de 1254.

    No Reinado de D. Dinis foi esta Herdade doada a um dos seus leais servidores como prémio pelos serviços prestados.

    Nos séculos XVII e XVIII esta Herdade começou a ser designada de Casal Grande e Quinta do Casal Grande de Ninha e/ou Linha Velha, sendo esta última designação que parece estar nas origens do topónimo de Linda-a-Velha, segundo surge, pela primeira vez, em documentos do século XIX.

    No ano de 1750 foi esta Herdade doada a Alexandre de Gusmão, Secretário Particular do Rei D. João V, que ali construiu um Solar. Tendo morrido no ano de 1753, supõe-se que nem sequer chegou a habitá-lo. Assim, de herdeiro em herdeiro, de família em família o Solar acabou nas mãos dos Senhores Viscondes de Rio Seco.

    Em pleno século XX, na década de sessenta, este Solar foi adquirido pelo Sr. Dr. Mário Júlio da Cunha Gonçalves. Seguindo-se uma restauração profunda, modernizou o Solar, mantendo, contudo, grande parte dos alicerces e a lindíssima Capela em Honra de Nossa Senhora do Rosário que conserva ainda o majestoso altar de madeira policromada da segunda metade do século XVIII. Este é o atual Palácio dos Aciprestes, o nosso ex-libris de que todos nos orgulhamos.

    Linda-a-Velha é uma povoação bastante antiga, supõe-se que com mais de 750 anos, localizada num lugar alto, o que a enobrece, com uma vasta panorâmica do mar e da Serra de Carnaxide onde se vislumbram vestígios de um vulcão. É uma terra que tem história, proto-história e até pré-história. No início do século XVIII Linda-a-Velha possuía cerca de 25 habitações e algumas quintas e casais que produziam o suficiente para abastecer a cidade de Lisboa com produtos hortícolas, boas frutas, animais de criação e até caça.

    Linda-a-Velha, antiga Freguesia de São Romão de Carnaxide e do Distrito de Lisboa é um planalto de altitude média de 100 metros onde o ar puro corre livre e sadio, onde os doentes do físico procuravam a cura e os sãos de bom gosto e pouco dinheiro procuravam viver.

    Tinha distribuição de correio de porta a porta (também não eram assim tantas), Farmácia, uma Fábrica de Camisas de Camisaria Moderna que funcionava sob a orientação de José Pereira da Costa, cujo nome consta do seu topónimo, salão dançante e de representação (o velho Grémio) já na altura com palco rotativo e mais tarde a Academia Recreativa.

    À entrada da povoação na meia laranja (inexistente) a bela Quinta dos Aciprestes. À esquerda, e um pouco adiante existe a Capela de Nossa Senhora do Cabo com o seu adro, mandada construir pelo povo no ano de 1780 após peditório público, a partir de uma pequena ermida construída no ano de 1763 pelo Padre António Xavier Ligeiro daqui natural e que, nos finais de vida, voltou à terra doente e aqui morreu. Do outro lado da estrada, e como continuação do adro, há uma praça com o seu Coreto em alvenaria construído no ano de 1876, fruto de peditório, tendo sido oferecido pelo almirante Policarpo de Azevedo filho do 3º Visconde de Rio Seco, então residente no velho Solar dos Aciprestes.

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    Brasão 

     

    JF-linda-a-velha-150-01

    - Escudo de prata;
    - Coreto coberto, de vermelho, entre dois ciprestes arrancados de verde;
    - Em ponta, um molho de três espigas de trigo de verde, atado de vermelho.
    - Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda a negro: “ LINDA - A - VELHA “.

     

    Bandeira

    JF-linda-a-velha-150-02

    - Esquartelada de vermelho e branco.

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